


Barbearia Matos (Filho) Localizada no rés-do-chão da Casa de Teodósio de Almeida (Rua do Souto, 21 em pleno centro histórico de Braga), todos os anos é visitada por milhares de turistas, vindos dos quatro cantos do Mundo, que tiram fotografias, falam com o simpático barbeiro (Manuel Matos Filho), tecendo elogiosos comentários ao ambiente e ao mobiliário, cuidadosamente conservados, como se por momentos estivéssemos na Braga de inícios de novecentos.
O Sr. Matos (Filho) mantém a tradição de decorar a preceito a barbearia na época de Natal, como era costume nas barbearias de Braga nos anos 50 do século XX, colocando mensagens alusivas nos espelhos.
O mobiliário (espelhos, bancada, móvel-lavatório, cadeiras de ferro e de madeira, entre outras peças) é de uma beleza única, encontrando-se muito bem cuidado e tem sido objecto de propostas de compra. Mais insistentes do estrangeiro, de Portugal têm surgido algum interesse neste mobiliário embora estes já se tenham apercebido de que os interesses estrangeiros são superiores aos seus.
O processo judicial de despejo do subarrendatário (o barbeiro) determinou o encerramento da Barbearia Matos e este Património único, no seu contexto natural perder-se-á irremediavelmente. Tudo isto porque a Barbearia tem um contrato precário de décadas (do tempo do Sr. Matos Pai), quando a palavra de um Homem valia mais que um papel.
Torna-se urgente que o pedido de classificação do imóvel, que foi proposto pela ASPA ao IPPAR (actual IGESPAR), tendo esta entidade remetido o respectivo processo para Câmara Municipal de Braga com o intuito de classificar o espaço como Património Municipal, o que até ao momento ainda não aconteceu. A própria comunicação social já, por diversas vezes, procurou saber do andamento deste processo junto da autarquia.
A Câmara Municipal de Braga, governada há mais de 30 anos por Francisco Mesquita Machado, não se tem pronunciado mas é a única entidade que pode fazer alguma coisa para salvar este riquíssimo património.
Sabe-se já há alguns anos que existe interesses imobiliários para o quarteirão onde se encontra o edifício.Será que vale a pena criar mais um complexozito de lojas e escritórios que vão durar uma década se tanto, em que provavelmente a única preocupação patrimonial será a manutenção das fachadas dos edifícios históricos, tão característica na Cidade dos Arcebispos? Será que o interesse imobiliário vai, mais uma vez, levar a melhor sobre o Património da bimilenar e tantas vezes maltratada Bracara Augusta?
Tem a palavra a Câmara Municipal de Braga
P. F. Pedia que questionasse a Câmara municipal de Braga, e convidassem amigos a fazerem parte desta corrente cultural, tornando-a imparável, contactando a Presidência da CMB através do seguinte endereço electrónico: gab.presidencia@cm-braga.pt
Agradeço ao Sr. Manuel Matos o texto, algumas fotografias e os dois dedos de boa conversa:*







































